Consumo e Consumismo: qual o papel do consumidor consciente?
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Espera-se que o aluno diferencie consumo e consumismo, compreendendo os mecanismos utilizados pelas corporações para estimular o consumo. Também, que seja capaz de analisar as relações entre consumismo e degradação ambiental, de forma a refletir sobre a responsabilidade do consumidor consciente.
Duração das atividades
Professor, na sequência exibira para a turma o vídeo “A História das Coisas” (The Story off Stuff. Diretor: Annie Leonard / Louis Fox. EUA. Ano: 2007).
O vídeo tem duração de aproximadamente 21 minutos e está disponível nas versões dublada e legendada
Sobre o trecho do desenho Os Flinstones
Desenho animado produzido pelo estúdio Hanna Barbera nos anos 1960
sobre uma família que vive na pré-história. Repleto de anacronismos, o
desenho mescla períodos históricos e brinca com a modernidade.
Palavras-chave: pré-história, relações culturais, anacronismos, modernidade.
Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/debaser/singlefile.php?id=17192> Acesso em: 12/08/10
O desenho de Hanna Barbera apresenta como principal tema o
anacronismo. A animação gira em torno de uma família que vive na
pré-história, mas tem acesso a modernidades da vida contemporânea.
Produzida nos anos 1960, os Flinstones brinca com o "american way of
life" numa perspectiva impossível: consumir na Idade da Pedra. Assim,
nos interrogamos: a pré-história significa atraso? Como devemos encarar a
tecnologia?
vídeo- navegantes: pré-história
A pré-história: cultura e sociedade
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Nessa aula, os alunos poderão identificar as diferentes fases da pré-história a partir de mudanças materiais e reconhecer as transformações biológicas nos seres humanos e suas adaptações culturais. Dessa forma, os educandos estarão aptos a situar a forma de organização social da humanidade durante o período determinado como pré-história.
ara falar sobre a Pré-história, o professor deverá apresentar a charge abaixo e propor os seguintes questionamentos a turma:
Qual a atividade os dois personagens estão executando?
Como estão vestidos os homens da imagem 1?
Os dois personagens são homens pré-históricos? Justifique com elementos da charge.
Com suas palavras, defina a crítica social feita pelo desenhista.
Localizar, no tempo e no espaço, o Império Asteca.
Compreender a formação do Império Asteca, suas características sociais, econômicas e culturais.
Relacionar semelhanças e diferenças entre os Incas, Maias e Astecas.
Produzir um jornal sobre estas civilizações.
Duração das atividades
4 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não há necessidade de conhecimentos prévios.
Estratégias e recursos da aula
Atividade 1: Astecas – Descoberta de uma civilização
Vídeo de quase 20 minutos da Primary History BBC que relata algumas
descobertas dos arqueólogos sobre os astecas e, a partir desses achados,
procura descrever aspectos centrais da civilização asteca.
Após a exibição do vídeo, peça aos alunos
que se dividam em grupos e respondam as perguntas abaixo, criando um
quadro informativo sobre a civilização
asteca:
Nome dos astecas:
Localização:
Mito da criação:
Principal cidade:
Como era sua moradia:
Divisão de trabalho:
Principal alimento:
Importância da guerra:
Significado dos sacrifícios:
O sentido da morte:
Organização política:
Achados arqueológicos em 1978:
Hipóteses dos arqueólogos sobre estes achados:
Depois os alunos devem socializar suas respostas.
Atividade 2: Povos da Mesoamérica: Maias, Incas e Astecas
Texto 1: América pré-colombiana: maias, astecas, incas e povos indígenas do Brasil
“(...) vamos conhecer neste texto alguns
dos povos que viviam na América no século XV, ou seja, antes da chegada
de Cristóvão Colombo, por isso o termo “pré-colombiano”. Antes da
chegada dos europeus, desenvolveram-se no México, na América Central e
na região dos Andes civilizações complexas, que nos deixaram importantes
registros de seus conhecimentos astronômicos, matemáticos, agrícolas,
além de obras arquitetônicas e artísticas de grande refinamento e
beleza. (...)”
I- Depois de ler os textos, na integra, os alunos poderão fazer as atividades propostas abaixo:
1- Montar um quadro comparativo sobre os povos estudados neste texto. Observe o modelo:
Nome da civilização
Atividades econômicas
Principais realizações
Religiosidade
2- Explicar como era a organização do poder entre Maias, Astecas e Incas.
3- Por que a guerra era um elemento fundamental para os astecas e incas?
4- A formação do Império Inca pode ser comparada à do Império Asteca? Que semelhança você vê entre uma e outra?
5- A organização social das três civilizações tinha um elemento comum. Identifique e explique essa semelhança.
II - Peça aos alunos que se dividam em três grupos que receberão o nome de: Maias, Incas e Astecas.
Cada grupo ficará responsável em saber um pouco mais sobre a civilização que o nomeia.
O professor de História, juntamente com o professor de Educação Física, criará
um circuito com início e fim contendo vários obstáculos. Vence o grupo
que conseguir transpor os obstáculos e responder as perguntas corretas
sobre a sua civilização no menor tempo.
Atividade 3 : Extra! Extra! Incas, Maias e Astecas !
Vídeo: Por Ti América
Este vídeo, de quase 6 minutos, mostra
uma exposição realizada em São Paulo, que reúne peças arqueológicas das
civilizações pré-colombianas, como os Incas, os Astecas e os Maias.
1- Após exibição do vídeo, deve-se
ressaltar a importância de se valorizar a cultura dos povos
pré-colombianos, pois se constitui uma das ricas identidades do
continente americano.
A Guerra de Canudos envolve um conflito entre o exército brasileiro e os milhares de sertanejos pobres que vivem numa
comunidade autossuficiente agrupada em torno de Antônio
Conselheiro,líder religioso,na localidade que é chamada de Belo Monte, num vale cercado de serras, no nordeste da Bahia.
A instauração da República em 1889 traz novas configurações
políticas e sociais como a separação entre Igreja e Estado;o
e morte e a cobrança de novos impostos que entram em choque com
o mundo tradicional e o catolicismo popular dos canudenses.
Entre novembro de1896 e outubro de 1897,o Estado republicano envia quatro expedições militares contra o arraial
de Canudos, pois a elite política brasileira entende o conflito como uma luta de vida e morte entre pares opostos Inconciliáveis: República x monarquia; civilização x barbárie e
litoral x sertão.
Canudos era o polo monarquista, bárbaro e sertanejo que deveria ser exterminado a fim de garantir a continuidade das instituições republicanas.
O descontentament da IgreJA com a autonomia religiosa, a
oposição dos proprietários de terra que perdem mão de obra
atraída pela vida do arraial e a hostilidade dos políticos locais
que precisam dispor de suas grandes clientelas rurais formam
uma coalizão de forças que leva à destruição do arraia de
Canudos.
Essa guerra é ressignificada pela interseção de várias narrativas
feitas entre outros, por Flávio de Barros – fotógrafo e Euclides
da Cunha – jornalista e escritor– que percebem com nuances
o profundo mal entendido cultural entre as camadas populares
que não participam da vida da recém-instaurada República
e os militares e civis republicanos imbuídos dos valores da
“civilização
e do progresso” urbanos, mas distantes do mundo rural e
popular dos sertanejos. Canudosé uma saga,uma epopeia,
uma tragédi e umlugar de memória da formação social brasileir
República,
2017.
Disponível
em:
. Acesso em: 15 fev. 2019.
Glossário:
Arraial:
Pequena aldeia ou lugarejo.
Monarquista:
Adepto da monarquia.
Sertanejo:
Relativo ao sertão;
que habita o interior, longe da costa.
Clientela
rural:
Pessoas
que
habitavam
terras
de
um
coronel,
dependiam
dele
e deveriam votar de acordo com a sua orientação.
Interseção:
Cruzamento.
Epopeia:
Poema
extenso
que
narra
os
feitos
memoráveis
de
um
herói
histórico
ou lendário que representa uma coletividade; poema épico, poema heroico
Objetivo Geral: Despertar a consciência do jovem sobre a ideologia embutida nas propagandas que apregoam consumismo exacerbado, que leva a muitos pensarem que sua essência não está no 'ser' e sim no 'ter'.
Texto I - Consumismo
Publicado
por: Gabriela Cabral
Compulsão por compras
O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incessante de
objetos novos sem que haja necessidade dos mesmos. Após a industrialização,
criou-se uma mentalidade de que quanto mais se consome mais se tem garantias de
bem-estar, de prestígio e de valorização, já que na atualidade as pessoas são
avaliadas pelo que possuem e não pelo que são.
Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a
qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito
que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue
sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto
mais moderno que o seu, etc.
O consumismo é fortemente induzido pelo marketing que consegue atingir a
fragilidade íntima das pessoas e este é um dos motivos pelos quais o sexo
feminino é mais propenso à compulsão. Para a psicanálise, o marketing interfere
na diferenciação do que se deve ou não comprar, tornando assim as pessoas
incessantemente descontentes buscando nas compras algo que as conforte. Essa
compulsão leva as pessoas a desprezarem seus valores e sua situação financeira
e as mantêm em estado de fascínio e até de hipnose. Muitas pessoas destroem seu
casamento ou outro tipo de relação e ainda se colocam em difíceis situações
devido às más condições financeiras provocadas por tal compulsão.
É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos
são consumistas. Pessoas com bom poder aquisitivo que não sacrificam suas vidas
para ir às compras não são necessariamente consumistas compulsivas
Texto II - http://veja.abril.com.br/saladeaula/110505/p_04.html
Após a leitura dos dois textos promova um debate oral e destaque a ideologia utilizada como função apelativa da propaganda. Em seguida, produza uma carta do leitor para ser enviada à revista responsável pela reportagem.